Velozes e muito furiosos.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

 

 

 

 

A chuva rondou Interlagos, mas não deu as caras no domingo. Ainda assim tivemos uma prova sensacional, com muitas disputas e belas ultrapassagens.

A Ferrari não se encontrou durante o final de semana e Vettel foi ultrapassado na largada por Bottas. Mad Max ultrapassou o Iceman, que devolveu a ultrapassagem e depois perdeu a posição novamente. A outra Red Bull também vinha se dando bem, com Ricciardo fazendo lindas ultrapassagens.

Na décima volta Verstappen, pilotando como gente grande, já estava em segundo e foi atrás do Hamilton, que parou na volta 19. O holandês voador assumiu a ponta, parou na volta 35 e na volta 39 estava liderando novamente.

Mas aí, bem aí, aconteceu o incidente entre Mad Max e Ocon. O francês birrento era retardatário, mas estava com pneus novos e vinha forte na reta dos boxes. Se enroscou com o antigo rival da F3 europeia e Verstappen acabou rodando. Com isso, Hamilton viu cair no seu colo uma vitória inesperada.

A insistência de Ocon, como retardatário, em disputar alguns metros de asfalto com o líder da prova, naquele ponto da pista e naquele momento da prova, foi totalmente desnecessária. Mas Verstappen deveria ter sido mais paciente, é quem tinha mais a perder. Poderia ter ultrapassado Ocon com facilidade, alguns metros adiante, e deixado a encrenca para quem vinha atrás. Digamos que ele provou do próprio veneno… e o empurra-empurra na pesagem, após a prova, mostra que o rapazinho ainda precisa amadurecer muito, se quiser ser campeão.

A nota melancólica ficou por conta da dupla da McLaren, Alonso e Vandoorne, ambos punidos por desrespeitarem as bandeiras azuis. Um final de carreira (ao menos na F1) amargo para um piloto como talento do Alonso, que não conseguiu mais títulos em função do seu temperamento e das escolhas equivocadas na carreira.

No pódio tivemos um representante de cada equipe do trio de ferro, com o Iceman chegando bravamente em terceiro.

E para fechar com uma ótima notícia, o autódromo é absolutamente rentável e deve encerrar o ano de 2018 com um lucro de cerca de R$ 3 milhões. Espero que isso afaste o risco de perdemos um circuito tão importante como Interlagos.

Agora resta a normalmente chatíssima prova em Abu Dhabi e os motores ficarão em silêncio, só voltarão a roncar nos testes de inverno de 2019.

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

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