Seguindo o andor.

terça-feira, 29 de maio de 2018

 

 

 

 

E a Sainte Dévote, padroeira do principado, não nos concedeu a graça de alguma surpresa na corrida.

 Não me entendam mal, fiquei feliz com a vitória do Ricciardo, ele merecia ganhar em Mônaco desde 2016, e teve um desempenho brilhante em todos os treinos deste ano. Mas a corrida poderia ter tido um temperinho extra – um pouco de chuva, alguma bobagem do Mad Max – qualquer coisa para quebrar o marasmo.

 A procissão partiu de forma limpa e bem organizada, ninguém querendo cometer uma bobagem logo na largada. É uma pista monótona, mas traiçoeira, o menor erro custa muito caro.

Verstappen, como era de esperar, começou a ganhar posições com tranquilidade. É praticamente impossível ultrapassar em Mônaco com carros de desempenho similar, mas quando se tem um carro muito superior aos demais, a dificuldade diminui consideravelmente. A única ultrapassagem que exigiu algum esforço foi sobre a Renault do Sainz, eram dois carros equipados com o mesmo motor. E Verstappinho ficou por aí.

 O canguru sorridente teve um pequeno susto com o rendimento do carro, mas conseguiu controlar bem a corrida e levar o carro até o final.

 O novato Gasly fez uma corrida muito boa, levando a Toro Rosso aos pontos mais uma vez. O melhor foi ver um carro equipado com motor Honda ultrapassar justamente o Alonso, que tanto xingou os japoneses. O espanhol é um piloto brilhante, mas dono de um temperamento que azeda qualquer ambiente. E, depois do episódio em Singapura/2008, sujou a ficha, mesmo saindo pela tangente, dizendo que não sabia de nada…

 Leclerc, o piloto da casa, já na fase final da corrida, foi repsonsável pelo único susto da prova. A Sauber perdeu o freio, na saída do túnel, e acertou Hartley. Por sorte ninguém se machucou e o piloto não sofreu nenhuma punição, ficou claro que foi falha mecânica.

 E assim foi a procissão, porque não dá para dizer que foi uma corrida…

 Para completar a festa do automobilismo australiano, Will Power venceu as 500 Milhas de Indianápolis.

E vale destacar o desempenho do gaúcho Matheus Leist, que completou a prova e chegou em 13º, o que é um feito e tanto para um rookie, ainda mais guiando por uma equipe modesta.

 E a próxima corrida, ainda bem, é no Canadá, uma pista onde a monotonia raramente é convidada para a festa – e o Muro dos Campeões é testemunha disso.

 

Até lá!

 

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi e mãe do peludo Kimi Räikkönen. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

 

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