Santa paciência.

terça-feira, 28 de maio de 2019

 

 

 

 

É, não adiantou apelar para a Sainte Devote. Certo que já tivemos corridas mais monótonas no principado, mas essa edição será mais lembrada pelas homenagens ao Lauda, do que pela corrida em si. O início da prova até parecia prometer alguma coisa. Com Leclerc tendo que largar do fundão, depois de mais um erro da Ferrari no treino de sábado, era certo que o garoto iria tentar uma corrida de recuperação. Uma linda ultrapassagem sobre Grosjean na Rascasse encheu os tifosi de esperança, mas, ao tentar fazer o mesmo em cima do Hulkenberg, não funcionou. Daí foi apenas uma questão de tempo até abandonar a corrida. A procissão seguia seu ritmo, até que a Red Bull liberou Mad Max de forma perigosa, o que resultou numa punição de 5”. Daí em diante foi o tradicional mimimi do Hamilton no rádio, reclamando que a equipe errou na escolha do pneu (no que ele estava certo, devia ter sido o duro, e não o médio) e que não ia conseguir vencer a corrida (uma grossa bobagem, considerando a dificuldade em ultrapassar). Com o carro que ele tem nas mãos, até com pneu quadrado ele chegaria na frente…

Antes de falar do Niki, um registro: Iceman completou 300 GP’s neste final de semana, entrando para um clube muito fechado, com apenas cinco membros: Barrichello (326), Alonso (314), Button (309) e Schumacher (308). Como de hábito, ele não deu muita importância ao fato, mas os fãs agradecem!

E o que dizer sobre o Niki Lauda? Nada será suficiente para homenagear um homem de carne osso, com defeitos e qualidades, dono de um talento extraordinário, de coragem acima da média e de uma franqueza desconcertante. Para mim, o que define Lauda é sua posição sobre o abandono da corrida em Fuji, em 1976.

“Não perdi o campeonato em Fuji. Perdi o campeonato na combinação do meu acidente com o que houve em Fuji. Foi minha decisão, eu tomaria a mesma decisão hoje, não me arrependo de nada. É assim que aconteceu. Foi a decisão certa. E, sendo sincero, 40 anos depois, aquela decisão nunca me incomodou. Quando você toma uma decisão, tem que abraçá-la”.

Para quem quiser conhecer ou relembrar essa história, sugiro assistir Rush, o filme de Ron Howard e, melhor ainda, ler Rush, Corrida Para a Glória, livro do jornalista Tom Rubynthon.

Em duas semanas, GP do Canadá, será que finalmente teremos uma prova emocionante?

 

Até lá!

 

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

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