Regulando as baratinhas.

terça-feira, 12 de março de 2019

 

 

 

 

Como nem todo mundo tem a mesma quilometragem, vale explicar que baratinha é um apelido carinhoso para carros de corrida e modelos esportivos em geral.

E as baratinhas da F1 passaram por uma grande mudança aerodinâmica em 2019, na tentativa de melhorar o espetáculo. Quando novas regras foram aprovadas para 2017, certamente o visual dos carros ficou incrível, mais agressivo e muito mais bonito que o famigerado “bico de pato” dos anos anteriores. Mas o aumento da pressão aerodinâmica (downforce – pressão que prende o carro ao solo e o torna mais rápido nas curvas) dificultou imensamente as ultrapassagens. Nem mesmo a asa móvel (DRS – sistema de redução de arrasto), dispositivo introduzido na categoria em 2011, conseguiu tornar as corridas mais movimentadas.

A queixa mais comum dos pilotos é a dificuldade se aproximar do carro que vai à frente, sem perder a estabilidade e desgastar os pneus, impedindo as tentativas de ultrapassagem. A FIA apostou basicamente na simplificação e no redimensionamento das asas, tanto dianteira como traseira, diminuindo consideravelmente o número de “penduricalhos” que podem ser instalados e também tornou o DRS mais efetivo.

Outra mudança significativa foi o aumento no peso dos carros. Em 2018, o peso mínimo do conjunto carro + piloto era de 734kg. Agora, o peso mínimo passou para 740kg, sendo que, obrigatoriamente, o peso do piloto será de pelo menos 80kg. Ou seja, os meninos já podem comer um pouco mais, mas sem exagerar, é claro! São vários pilotos com 1,80 m ou mais – Romain Grosjean, Max Verstappen, Charles Leclerc, Daniil Kvyat. Lance Stroll, Antonio Giovinazzi, Robert Kubica, George Russell, Nico Hulkenberg e Alexander Albon. Essa turma respirou aliviada, finalmente vão conseguir fugir daquela magreza extrema. Foi-se o tempo que a F1 era um clube de baixinhos…

Por fim, tem uma novidade muito bem-vinda, a mudança de nomenclatura nos pneus. Chega de ultra, soft ou hiper macio, gerando uma confusão danada na cabeça da gente! A Pirelli irá disponibilizar cinco tipos diferentes para pista seca, mas os três compostos escolhidos para cada corrida serão definidos apenas como “duro, médio e macio”. Como a cada fim de semana um piloto é obrigado a usar os três tipos disponíveis, sendo dois deles na corrida, vai facilitar a vida de todo mundo – jornalistas, comentaristas, narradores e fãs.

O resultado destas mudanças a gente começa a ver no dia 17 de março, na Austrália.

Até lá!

 

 

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

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