Quem tem café no bule?

terça-feira, 13 de Março de 2018

 

 

 

 

 

Encerrados os testes de inverno da F1 em Barcelona, o que dá para dizer? É tempo de muitos palpites e poucas certezas. O tempo excepcionalmente frio para o local/período do ano prejudicou bastante as equipes, principalmente aquelas que tinham um tema de casa maior.

A Williams definitivamente caiu muito de rendimento e parece que vai brigar com a Sauber pela rabeira do campeonato. E olha que a Sauber, agora com o apoio da Alfa, tem boas chances de melhorar, até porque pior do estava em 2017 não pode ficar.

A Force India decepcionou bastante, para quem foi a quarta força do grid ano passado, a Haas corrigiu uma série de problemas, a Renault andou bem, mas a grande surpresa foi a regularidade e a resistência da Toro Rosso, agora equipada com os tão xingados motores Honda.

Alonso gritando “GP2 engine” já é um clássico no rádio da F1, e parece que o espanhol vai pagar de novo pela boca grande. Olhando o desempenho da McLaren com o motor Renault, fica claro que a Honda tinha sérios problemas, mas o chassis também tinha sua parcela de culpa. Louca para ver a cara da turma de Woking e do espanhol, se a Toro Rosso conseguir manter o ritmo dos testes.

A Red Bull promete vir mais forte, Mad Max vai ter mais chances para brilhar. E deve ser o ano do vai ou racha para o Ricciardo, que já está há muito tempo na equipe e tem um parceiro jovem e ambicioso, queridinho do Helmuth Marko. Tem que mostrar as garras ou pegar o boné e procurar espaço em uma equipe onde tenha chance de ser campeão.

Falando em vaga, provavelmente em 2019 vai abrir uma vaga bem cobiçada na Ferrari, deve ser o último ano do meu favorito Iceman. Claro que o cara para o título é o Vettel, e ele tem poder de decisão na escolha do seu companheiro de equipe. Mas Kimi fez bonito, encerrando o último dia de testes na frente, com um tempo muito bom. O carro da Ferrari parece bem nascido, com um motor resistente, item fundamental para uma temporada longa e com menor número de trocas de componentes permitidas pelo regulamento.

A Mercedes continua favorita e não desperta muitas dúvidas entre os fãs e jornalistas. A única dificuldade, até o momento, parece ser o rendimento com os novos pneus hipermacios, nada que não possa ser resolvido. Mas, como ferrarista, espero que o acaso, o sobrenatural, a sorte (ou o azar), o imponderável, o inesperado e o imprevisível dêem as caras ao longo da temporada, para deixar as coisas mais emocionantes.

Até o GP da Austrália, dia 25/03.

 

Vera Peres

 

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi e mãe do peludo Kimi Räikkönen. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

 

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