Pista velha, corrida boa.

terça-feira, 16 de julho de 2019

 

 

 

 

A frase acima, do Flavio Gomes, define bem o sentimento dos fãs. Embora o resultado da prova tenha sido o esperado, a maneira como ele aconteceu não foi monótona e previsível.

Tivemos uma excelente corrida, cheia de alternativas e, se Hamilton vai ganhar o campeonato com uma mão nas costas, temos uma nova geração esbanjando talento e competitividade.

O duelo Verstappen x Leclerc, que começou no kart, agora está enchendo os olhos da torcida na F1. Pegas sensacionais, com dois pilotos arrojados, que não tiram o pé, era tudo que o esporte precisava. A dupla da McLaren também vem apresentando um ótimo desempenho, Albon vem apresentando um desempenho consistente e o pobre George Russel, quando tiver um carro de verdade nas mãos, também vai dar trabalho. O futuro está garantido!

Quem está numa fase de cortar o coração é o Vettel. Não bastasse a punição injusta no Canadá, ele vem cometendo alguns erros de principiante, como a freada na traseira do Verstappen. A mídia italiana, absolutamente impiedosa, está torrando o tetracampeão em fogo alto. E como na Ferrari tudo pode acontecer, não seria surpresa ele sair antes do término do contrato – já aconteceu com Alain Prost, que ousou apontar as falhas do carro e foi sumariamente demitido, em 1991.

Outro box onde a temperatura anda bem elevada é o da Haas. O carro não é ruim, mas a dupla de pilotos, principalmente o Grosjean, anda aprontando muito! Todos aguardam ansiosamente a segunda temporada de Drive to Survive, da Netflix. A Haas foi a equipe que rendeu os melhores momentos da série e Gunther Steiner, o chefe da equipe, é uma figuraça!

Em duas semanas teremos o GP da Alemanha, seguido imediatamente pelo GP da Hungria. Depois a F1 aciona o modo férias, mas a categoria não para, começa a silly season 2020. E algumas coisas poderão mudar ainda em 2019, vamos esperar e ver o que acontece nos bastidores.

Até lá!

 

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

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