Parecia, mas não foi.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

 

 

 

 

Parecia que ia ser uma corrida movimentada, mas não foi – embora tenha começado de forma promissora, com o excesso de otimismo do Hartley e com a habitual afobação do Stroll.

Parecia que a dupla da RBR e o Hamilton fariam dois pits, mas não fizeram. As RBR’s tiveram um rendimento inferior aos treinos livres e o Hamilton e a Mercedes definitivamente não se encontraram neste final de semana.

Parecia que o Vettel não conseguiria seu primeiro Grand Chelem pela Ferrari, mas conseguiu (ufa!), mesmo que por linhas tortas. A confusão com a bandeirada fez a direção de prova considerar válido o resultado da volta anterior, o que permitiu que Vettel, comemorando sua 50ª vitória na carreira, conquistasse seu 5º Grand Chelem – pole, vitória de ponta a ponta e volta mais rápida. Não confundir com o hat-trick, que é pole, vitória (mas sem a liderança em todas as voltas) e volta mais rápida. Com esse resultado, Vettel entrou no reduzido clube dos pilotos com cinco Gran Chelem na carreira – Ascari, Schumacher e Hamilton. O piloto com maior número de Grand Chelem é Jim Clark, com oito. E ninguém tem seis ou sete, quem sabe esse ano tenhamos alguma novidade?

A corrida parecia ser boa, mas, depois da movimentação inicial, a coisa toda se acomodou e nem os pits trouxeram surpresas. Certamente foi melhor que Espanha ou Mônaco, mas não foi totalmente Canadá.

Tenho gostado de observar o crescimento dos dois bebês da F1 –Gasly e Leclerc. Gasly largou em último, após a troca de motor, e quase beliscou um pontinho, chegando em 11º. Leclerc chegou em 10º e vem dando um baile no companheiro de Ericsson. Parece que o futuro da Ferrari está garantido…

E o Alonso, hein? No seu 300º GP, teve que amargar um abandono, na sua McLaren com motor Honda, não, espera aí, motor Renault! Mas não era a Honda que estragava o trabalho da equipe? Rebola e tenta explicar essa, Fernandito!

Já o fundo do poço em que a Williams se meteu dá uma tristeza imensa e dispensa maiores comentários…

Mais do que a vitória da Ferrari e a volta do Vettel à liderança do campeonato, o que realmente marcou o final de semana foi ver Jacques Villeneuve a bordo da Ferrari com a qual seu pai, o espetacular Gilles Villeneuve, ganhou sua primeira corrida de F1, nessa mesma pista, 40 anos atrás. Gilles foi meu primeiro ídolo, o cara que fez amar a Ferrari. E quem ama F1 nunca vai esquecer das proezas desse canadense endiabrado.

Daqui a duas semanas, no meio da Copa do Mundo, teremos a volta do GP da França, em Paul Ricard. Mesmo que alterações tenham sido feitas no circuito, estou ansiosa para rever aquele retão e ver o efeito Mistral sobre os carros novamente.

Allons, enfants de La F1!

 

 

 

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi e mãe do peludo Kimi Räikkönen. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

 

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