Papelão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

 

 

 

 

Um campeonato praticamente decidido, uma corrida morna e um episódio lamentável.  A única coisa que salvou o GP da Rússia foi a corrida de recuperação do aniversariante Mad Max, que completou 21 anos.

A corrida começou tranquila, com todo mundo se cuidando e sem fazer bobagens. Algumas disputas nas posições intermediárias e a escalada do Verstappen traziam um mínimo ação na pista. Quando começaram as paradas, Vettel conseguiu voltar na frente do Hamilton, mas em duas voltas o inglês recuperou a posição com facilidade.

E aí o cretino do Toto Wolff teve uma atitude lamentável – logo ele, que adora criticar o jogo de equipe na Ferrari. Sem a menor necessidade, mandou Bottas abrir caminho para Hamilton, com a desculpa furada de bolhas nos pneus do rei do mimimi. O finlandês praticamente parou numa curva para deixar o companheiro passar e proteger Hamilton de um eventual ataque do Vettel, coisa que não aconteceria, tendo em vista a diferença de rendimento nos carros. Vettel não vai levar o título e Hamilton não vai ser penta por causa dessa troca de posições em Sóchi.

A partir desse momento, a única expectativa na corrida era saber quando o holandês voador iria fazer sua parada obrigatória. E dessa vez Mad Max trabalhou direitinho, sem fazer bobagens, chegando em quinto, um excelente resultado para quem largou em 19º.

O pódio foi um constrangimento só, assim como no episódio da Ferrari na Áustria, em 2002, com Schumi e Barrichello.

No mais, a transmissão foi um irritante desfile de bobagens do Galvão Bueno sobre a Ferrari, e seus dirigentes, e ainda fazendo aqueles malabarismos ridículos para não citar marcas. A única situação em que isso se justifica é evitar falar em Marlboro, porque a propaganda de cigarros é proibida. Espero que a corrida no Japão, no próximo domingo, seja melhor na pista e nas atitudes fora dela.

Até lá, na madrugada, com a vitrola rolando um B.B King sem parar!

 

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi e mãe do peludo Kimi Räikkönen. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

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