Nuvem negra.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

 

 

 

 

Dessa vez a nuvem negra sobre Spa não trouxe a chuva, tão comum nessa prova. Toda a expectativa gerada pela volta das férias de verão se converteu numa tristeza profunda, com a morte de Anthoine Hubert na primeira prova da F2, no sábado. A segurança dos carros e autódromos evoluiu muito, mas batidas em “T” (quando a frente de um carro acerta a lateral de outro) ainda são muito perigosas.

No domingo, após uma série de homenagens, a F1 voltou a acelerar. Verstappen, que vinha em clara evolução, deu uma de Mad Max novamente e acertou Raikkonen. Pior, com a suspensão quebrada ainda tentou contornar a Eau Rouge e bateu, é claro, gerando um safety-car.

Daí em diante não tivemos muitas surpresas, com as duas Ferrari dominando, seguidas pelas Mercedes. A turma do meio e o fundão até brigaram bastante, mas nada tão alucinante como os últimos GP’s antes das férias.

Vettel trocou os pneus muito cedo, caindo para a quarta posição, após todos os pits. E Leclerc finalmente venceu sua primeira prova, mantendo a concentração mesmo com a pressão do Hamilton nas voltas finais. O menino das bochechas rosadas fez o hino monegasco tocar pela primeira vez no pódio da F1, e acho que isso se tornará um hábito.

Uma pena o que aconteceu com Norris, que vinha num brilhante quinto lugar. Uma quebra na última volta é muita crueldade… Albon teve uma boa estreia na Red Bull, fazendo uma excelente corrida de recuperação.

A premiação foi discreta, não havia clima para festa. Sim, todos sabem que automobilismo é um esporte de alto risco, mas ninguém espera que o pior aconteça.

E na semana que vem já vamos para Monza, a prova mais rápida do ano. Com essa vitória do Leclerc, os tifosi estarão mais enlouquecidos que o normal, a expectativa por uma prova excepcional é grande.

Até lá!

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira, em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

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