Mamma mia, what a race!

terça-feira, 10 de Abril de 2018

 

 

 

Gente, que corrida foi essa?!

Aconteceu tudo o que o fã espera, exceto o drama da Ferrari, mas isso é parte dos esportes de risco.

O começo foi alucinante, os meninos estavam endiabrados, parecia mais uma corrida de autorama, ou auto-shock. Claro que o Mad Max não teve paciência para escalar o pelotão e foi tentar dar uma de esperto logo em cima do Hamilton. Menos, Max, bem menos! Enquanto ele fazia suas lambanças habituais (estou começando a duvidar que consiga se transformar num campeão…), Ricciardo teve que encostar o carro na segunda volta. Final de corrida para a Red Bull, que aproveitou para empacotar as tralhas para a corrida da China, já na próxima semana.

Vettel, Bottas e Raikkonen seguiam tranquilos, enquanto o pau comia solto lá atrás. E aí começou a aparecer a deliciosa surpresa da noite. O novato Gasly, em sua sétima corrida na F1, pilotou como um veterano a Toro Rosso equipada com aquele motor Honda que o Alonso tanto xingou. Alonsito está pagando o preço de ser bocudo…

Hamilton escalava o pelotão com certa facilidade e fez uma linda ultrapassagem tripla, uma das imagens mais incríveis da corrida. Aliás, as corridas noturnas deixam a F1 ainda mais bonita, poderíamos ter mais provas nesse horário, além de Singapura e Abu Dhabi.

Estava tudo relativamente calmo, após a primeira leva de pit stops, até que aconteceu o drama ferrarista, na segunda parada do Kimi. O mecânico que controla a liberação do carro, acionando a luz verde para o piloto, não viu que a roda traseira esquerda não havia sido trocada e liberou Kimi, que atropelou o mecânico que segurava o novo pneu. Francesco sofreu fratura dupla na perna, mas passa bem, só vai enfrentar uma longa recuperação. Li muitos comentários idiotas, falando mal do Kimi. O piloto não enxerga nada do pit stop, ele fica concentrado nas luzes. Quando recebe o sinal verde, sai acelerando, a responsabilidade de deixar tudo limpo e liberado é dos mecânicos em volta do carro. Claro que ele sentiu o impacto, mas não tem como saber o que atingiu. Recebeu a ordem dos boxes e parou o carro e saiu furioso, com razão. Só depois ele ficou sabendo de tudo. No Twitter do próprio Francesco ele manda o pessoal parar de falar bobagem.

Com tudo isso acontecendo, a Mercedes tentou dar um nó na estratégia da Ferrari, colocando pneus mais duros nos dois carros, indicando que fariam apenas uma parada. A Ferrari, pela lógica, deveria fazer mais uma. A partir daí, quem estava assistindo a corrida viu uma das melhores performances da carreira do Vettel. Praticamente sem aderência, com pneus mais macios extremamente desgastados, segurou o ataque do Bottas e levou o carro até o final, de forma brilhante e impecável. Uma merecidíssima vitória na sua 200ª corrida na F1, trazendo para os ferraristas a doce lembrança dos tempos em que um outro alemão dominava a F1. Adoro escutar “fratelli d’Italia” no pódio e o Vettel mal conseguia segurar as lágrimas, foi emocionante!

 

E do spaghetti al pomodoro vamos correndo para o yakisoba, afiem seus hashis!

Vera Peres

 

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi e mãe do peludo Kimi Räikkönen. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

 

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