Liberté, Egalité, Fraternité e um pouco de “confusé”.

terça-feira, 26 de junho de 2018

 

 

 

 

 

Um olho na Copa, outro na F1, que teve a volta da França ao calendário, depois de longos e injustificados dez anos de ausência. Por sorte não em Magny-Cours, uma pista tão monótona e previsível como Montmeló. Mas cometeram o crime de mexer em Paul Ricard. A chicane quebrando a Mistral acabou com uma longa reta de 1.600 metros, que fazia a alegria dos fãs e dos pilotos. E aquelas faixas azuis e vermelhas nas áreas de escape ficam muito bonitas nas fotos – e só! Para os pilotos quebram as referências visuais do traçado, e nas transmissões de TV deixam visual confuso.

Com a atualização da Mercedes deixando a concorrência comendo poeira nos treinos, o grid teve uma formação lógica, com o trio de ferro ocupando as primeiras posições. Destaque mais uma vez para Leclerc, que levou uma Sauber para o Q3, coisa que não acontecia desde 2015.

E na corrida, bem na corrida incrivelmente o Mad Max não aprontou nada, enquanto o Vettel deu tilt e fez um delivery de paçoca já na largada (expressão do jornalista Victor Martins, que tomei emprestada, por ser absolutamente genial). Vettel e Bottas foram aos boxes, enquanto Gasly e Ocon (dois pilotos da casa) se enroscavam na pista por conta de mais uma bobagem do Grosjean.

Como era previsível, Vettel e Bottas começaram uma escalada tranquila para recuperar posições, o nível dos demais carros não exigiu muito esforço nas ultrapassagens. E assim a corrida foi se desenrolando, com algumas brigas por posições intermediárias, mas nada muito emocionante. Hamilton estava correndo tão sozinho que mal apareceu na transmissão. Mas o terço final da corrida trouxe uma grata surpresa: Kimi foi aos boxes e colocou os pneus mais macios do final de semana, para um sprint curto e veloz. E com isso o Iceman fez uma linda ultrapassagem sobre Ricciardo e subiu ao pódio pela 95ª vez na carreira.

Uma corrida ligeiramente melhor que as anteriores, mas nada de muito especial, exceto o troféu de gorila em bleu, blanc e rouge.

A nota triste da corrida, mais uma vez, foi para a Williams, agora com a companhia da McLaren. Duas equipes com trajetórias vitoriosas, mas atualmente sem rumo e sem perspectivas. O fundo do poço é longo e parece que ainda tem um alçapão depois.

Mas o melhor de tudo foi que a Globo finalmente parece estar começando a entender e respeitar os fãs do esporte! Por ser a única emissora na TV aberta a transmitir a Copa, a corrida foi para um dos canais SporTV e para a Internet. Sim, eu deixei a TV ligada em Japão e Senegal e acompanhei a corrida pelo streaming no Globo Esporte, uma delícia! Além do estilo mais sóbrio de narração (ufa!), quando entrava o rádio das equipes, tanto o narrador quanto o Lito Cavalcanti ficavam em silêncio, aleluia! E a dose vai se repetir no GP da Áustria, já no próximo domingo.

E já é hora de trocar o croissant pelo strudel rapidinho, semana que vem tem mais!

Auf Wiedersehen!

 

 

 

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi e mãe do peludo Kimi Räikkönen. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

 

Forma | Conteúdo | Moda Masculina | Design |Marcas |Universo Masculino Alfaiataria | Luxo | Primavera-Verão | Coleção | Experiência

 

Leia Também