Fim de feira.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

 

 

 

 

Para os padrões da chatíssima pista de Abu Dhabi, até que a corrida foi mais ou menos. Somente duas edições foram emocionantes, por terem decidido o título: 2010, com o primeiro campeonato do Vettel e 2016, com a conquista do Rosberg. Já falei sobre isso no ano passado: a pista é linda, o horário proporciona um belíssimo pôr do sol, os carros ficam lindos com a iluminação noturna, mas o traçado do circuito é mais monótono que a areia do deserto.

Um primeiro terço movimentado, com o acidente do Hülkenberg (felizmente sem maiores consequências), o abandono do Räikkönnen e uma pequena escalada do Verstappen, que largou mal devido ao superaquecimento do motor, garantiram alguma emoção. Depois a corrida voltou ao cenário modorrento dos anos anteriores. Mesmo com os títulos de pilotos e construtores decididos, esse GP foi marcado por várias despedidas.

Iceman levou toda a família para a segunda despedida da Ferrari, mas em 2019 continua usando vermelho e correndo com motores italianos, na Sauber Alfa Romeo.  Leclerc se despediu da Sauber e vai ocupar o lugar dele na Ferrari. As projeções indicam que Vettel vai ter bastante trabalho com o novo parceiro. Ericsson, segundo piloto da Sauber, se despediu da categoria e vai correr na Indy. Em seu lugar entra o italiano Antonio Giovinazzi, cria da academia de pilotos da Ferrari.

Ricciardo se despediu da Red Bull e vai para a Renault, no lugar de Carlos Sainz Jr, que vai para a McLaren, ser parceiro do Lando Norris, um estreante. Gasly sai da Toro Rosso, equipe satélite da Red Bull, e será o novo parceiro do Mad Max. Kvyat, numa raríssima segunda chance na categoria, volta para Toro Rosso, onde a segunda vaga terá mais um estreante, o tailandês Alexander Albon. Stroll vai ser parceiro de Pérez na Force India, saindo da Williams e deixando o talentoso, mas nervosinho Ocon sem cockpit para 2019. Sirotkin também foi defenestrado na Williams, que terá George Russel (mais um estreante) e a volta do Kubica, que retoma a carreira interrompida no início de 2011, após um acidente em uma prova de rali.

Mas a grande ausência no grid, a partir da próxima temporada, será a do bicampeão Fernando Alonso. Dono de um talento indiscutível, mas com um temperamento problemático, vai fazer falta, e não só pelos rádios divertidíssimos nos últimos anos de McLaren.

E aí, com tudo isso acontecendo, o que a Globo fez? Cortou a transmissão mal o Hamilton recebeu a bandeirada. Ainda estou tentando entender o motivo dessa grosseira com a audiência. O futebol só começava 17h00, a corrida terminou antes das 13h00…

Ficamos sem a linda imagem de onze títulos mundiais fazendo zerinhos na pista.

 

Bem, a temporada acabou, mas assunto é o que não falta, a gente ainda se fala esse ano.

 

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

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