Festa apimentada.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

 

 

 

 

A gente podia falar do desempenho espetacular do Hamilton, da empolgação da torcida mexicana, que sempre faz uma festa linda, ou do visual fantástico das arquibancadas lotadas no setor do estádio.

Mas o que ficou do final de semana foi a atitude arrogante e estúpida do Mad Max. Sim, ele voltou a ser Mad Max, depois de uma série de provas com desempenho maduro e consistente.

No final da classificação, sábado, Bottas teve um acidente, ocasionando bandeiras amarelas. Todo mundo tirou o pé, como manda o regulamento, mesmo que fosse a última oportunidade para buscar a pole. E o que Mad Max fez? Ignorou a bandeira e continuou acelerando, conquistando a pole. Por uma falha dos fiscais, a infração não foi percebida. Aí o fedelho arrogante vai para a coletiva, é questionado pelos jornalistas, assume o erro e ainda diz que podem desconsiderar essa volta, ele tinha feito outra com tempo bom o suficiente para manter a pole. Sobrou pimenta na língua do mocinho – e faltou educação e bom senso.

Mas quem fala o que quer, ouve o que não quer. Foi punido pela direção de prova com a perda de três posições no grid – e achei pouco, ele deveria ter largado dos boxes!

Todos sabemos que automobilismo é um esporte de risco, mas isso não significa correr riscos desnecessários, como não reduzir a velocidade com bandeiras amarelas ou tentar fazer a Eau Rouge com o carro danificado – sim, ele tentou fazer isso este ano. Uma coisa é uma falha involuntária, outra coisa são erros conscientes, cometidos infringindo propositalmente o regulamento.

Pilotando desse jeito, de nada adianta o imenso talento do rapazinho, vai ser engolindo pela concorrência. E a Red Bull também é culpada, por ficar passando a mão nessa cabecinha desmiolada.

Já a festa do hexa ficou para Austin, na próxima semana.

Até lá

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira, em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

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