Fênix.

terça-feira, 30 de julho de 2019

 

 

 

 

E eis que a F1 renasceu das cinzas! Depois de corridas perigosamente monótonas e enfadonhas, fomos brindados com uma espetacular sequência de provas que resgataram o entusiasmo dos fãs: Áustria, Inglaterra e o inacreditável GP da Alemanha!

A sexta-feira começou com um bafão na casa dos 40º, favorecendo a Ferrari, que dominou amplamente as três sessões de treinos livres. Mas aí veio a chuva, caiu a temperatura e na hora do vamos ver, deu Hamilton de novo. E a Ferrari entrou em parafuso, com problemas nos dois carros. Que fase!

Mas no domingo, ah, no domingo a chuva voltou com força e proporcionou a melhor corrida da temporada, até agora. Foi tudo tão maluco, tão imprevisível e tão inusitado que simplesmente não dava para piscar na frente da TV.

Muitas bandeiras amarelas, várias entradas do safety car, dois abandonos por problemas mecânicos, cinco colisões/rodadas e uma infinidade de pit stops movimentaram o circuito e trouxeram alguns resultados inesperados. Hamilton e Magnussen fizeram 6 paradas, a maioria ficou entre 5 e 4 e Sainz, dentre os pilotos que concluíram a prova, foi o único a fazer apenas 3 pits. A curva 16 fez várias vítimas, entre elas Leclerc. Cinco pilotos rodaram no local e saíram da prova e praticamente todo mundo deu uma escorregada por ali.

Quem brilhou:

  • Verstappen definitivamente deixou para trás o apelido de Mad Max. Evoluiu de forma brilhante e mostrou, mais uma vez, que é um “fuori classe”.
  • Vettel se recuperou da péssima fase e fez uma excepcional corrida de recuperação, largando em último e chegando em segundo, sobrevivendo ao caos instalado em Hockenheim. Agora a mídia italiana precisa fazer o mea culpa e apontar seu veneno para a Scuderia…
  • Kvyat chegou novamente ao pódio, depois de três anos! E feliz da vida com o nascimento da filha no sábado, véspera da corrida. Aliás, a menininha é a mais nova neta do Piquet.

Quem pagou mico:

  • A toda poderosa Mercedes, que patrocinava o GP e investiu pesado na comemoração dos 125 anos da primeira corrida de automóveis (mais detalhes no link https://flaviogomes.grandepremio.com.br/2019/07/automobilismo-125/) naufragou no aguaceiro, mostrando que são humanos, afinal. Ufa!
  • Hamilton fez uma grossa bobagem e cortou a pista para entrar nos boxes. Resultado: 5 segundos de punição. Muito pouco, comparado aos 10 segundos com que Vettel foi injustamente penalizado no Canadá. Chegou a andar em último lugar, fez algumas ultrapassagens e a FIA arrumou um jeitinho dele pontuar, punindo os dois carros da Alfa Romeo por um suposto problema na embreagem – nos dois carros! A equipe já avisou que vai recorrer.
  • Bottas rodou perto do final e pode estar dando adeus ao cockpit para 2019 na Mercedes. Ocon está ali, sempre presente nos boxes, e é protegido do Toto Wolff. A questão é saber se o mimadinho Hamilton vai aceitar um parceiro jovem e ansioso para mostrar seu talento…

Um surpreendente Stroll, um talentoso Sainz, um excelente Albon, os imprevisíveis Grosjean e Magnussen, o queridinho da FIA e um inacreditável Kubica, em décimo, marcando o primeiro ponto da Williams na temporada, completaram a zona de pontuação. Resultado diferente da pista, com a exclusão do Kimi e do Giovinazzi, vamos ver se a Alfa consegue reverter a punição.

Os fãs agradecem aos deuses pela chuva na Alemanha e esperam que GP da Hungria, daqui a uma semana (e onde normalmente faz muito calor), também seja espetacular. Depois a F1 vai para as férias de verão e o retorno será na Bélgica, dia 01/09.

Até lá!

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

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