Diabos Vermelhos.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

 

 

 

 

Não, eu não estou falando da seleção belga, que jogando um bom futebol, despachou Neymar & Cia na última sexta-feira. Estou falando da endiabrada dupla da Ferrari, que estragou por completo a festa do antipático e mal educado Hamilton em Silverstone.

Se o bebê chorão tivesse largado bem, certamente a vitória seria dele no GP de casa. Mas largar mal e insinuar que a batida do Räikkönen foi proposital e seria uma tática da Ferrari… dá vontade de por essa criança no colo e dar umas palmadas, para largar de falar besteira.

O fato é que o resultado da corrida se desenhou na péssima largada do Hamilton, que após o toque (para mim um simples incidente de corrida) despencou para o fundo do grid. Mas numa pista veloz e com uma Mercedes nas mãos, ele levou pouquíssimo tempo para escalar novamente o pelotão. A punição ao Kimi foi um exagero, mas era previsível, ele bateu no menino mimado, e logo em Silverstone, a punição tinha que ser rigorosa.

Como o Kimi ligou o f…-se, para mim um sinal claro que não vai renovar com a Ferrari, ele fez uma corrida estupenda, cheia de bons momentos, incluindo uma disputa a moda antiga com o Mad Max.

Para além do trio de ferro, não há muito o que falar, a não ser o fato que os dois safety-cars provocados pelo resto da turma trouxeram um pitada adicional de emoção nas últimas voltas.

Ferraris, RBR’s partiram para uma estratégia de duas paradas. E novamente foram mais inteligentes que a Mercedes nas suas abordagens de corrida. Hamilton, recuperando tempo perdido, fez apenas uma, mas não para ganhar tempo. Por incrível que pareça, não exisita um jogo de pneus novos para aproveitar as entradas do safety-car na pista. Mercedes, Mercedes, que tem viu e quem te vê! E aí, nas últimas voltas, vimos finalmente uma disputa real na pista, com o mimadinho ensanduichado entre as duas Ferraris.

Vettel foi um leão, como disse Arrivabene no rádio, correndo com dores no pescoço; Kimi foi incrível (e merecia ser o piloto do dia); e Hamilton, bem Hamilton foi de uma grosseria incrível com Martin Brundle. O ex-piloto britânico estava à espera dos três primeiros colocados, para a entrevista antes do pódio. Vettel atendeu Brundle, que depois ficou procurando Hamilton. E aí a câmera mostra a imagem do grosseirão saindo de fininho, ainda de capacete, fugindo da entrevista e deixando Brundle desconcertado. Uma cena muito feia, indigna de um campeão.

Mas o importante é que Vettel está na frente, e ainda igualou o número de vitórias de Alain Prost, foi sua 51ª conquista na F1.

Daqui a duas semanas a corrida é na Alemanha, casa da Mercedes. Mas algo me diz que a torcida vai preferir ver um alemão vencendo, pilotando um carro vermelho, assim como Schumi fazia.

Quero massa com chucrute, vinho com cerveja, tiramisù com strudel!

Até lá!

 

 

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi e mãe do peludo Kimi Räikkönen. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

 

Forma | Conteúdo | Moda Masculina | Design |Marcas |Universo Masculino Alfaiataria | Luxo | Primavera-Verão | Coleção | Experiência

Leia Também