7 – Coisa de Cinema – Parte 1.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

 

 

 

Cinema e automobilismo sempre namoraram, mas as experiências constrangedoras com Tom Cruise e Stallone não merecem ser lembradas. Felizmente, existem filmes (poucos, é verdade) que retratam bem o universo do automobilismo. Minha modalidade favorita sempre foi a F1, mas não posso deixar de citar dois filmes clássicos, envolvendo a Indy e as corridas de endurance.

Winning (500 Milhas), produzido em 1969, tem no elenco Paul Newman e Joanne Woodward, além de um jovem Robert Wagner e um desengonçado e adolescente Richard Thomas (Boa noite, John Boy – entendedores entenderão). Mostra a trajetória de um piloto que tem como maior objetivo disputar as 500 Milhas de Indianápolis e oh, quanta surpresa, negligencia sua vida pessoal. Paul Newman se apaixonou pelo universo das corridas ao atuar no filme, foi piloto profissional, competindo em algumas provas, e teve uma equipe na categoria, a Newman-Haas, fundada em 1983 (Carl Haas, parceiro de Newman, não tem nenhum parentesco com Gene Haas, fundador da Haas-Ferrari F1 Team). Newman ainda fez um último trabalho ligado ao automobilismo, antes de falecer, em 2008. Ele dublou o personagem Doc Hudson, mentor de Relâmpago McQueen, na animação Cars, da Pixar, lançada em 2006.

E McQueen nos leva diretamente ao clássico As 24 Horas de Le Mans. Produzido em 1971, acompanha o retorno de Michael Delaney à rainha das corridas de endurance do mundo, um ano após ter sofrido um grave acidente no mesmo local. Filme perfeito para os fãs de automobilismo, com quase duas horas de pouquíssimos diálogos e praticamente sem história. Hoje poderíamos defini-lo como um docudrama, pois mostra não só a corrida como tudo o que acontece no entorno do circuito.

E finalmente chegamos na Fórmula 1, com Rush. O filme de 2013 mostra a incrível temporada de 1976, com a disputa entre James Hunt e Niki Lauda. A produção é minuciosa e a escolha do elenco foi muito feliz. Os atores são incrivelmente semelhantes com os personagens reais, e a caracterização de Daniel Brühl é simplesmente perfeita, assim como a reconstituição do acidente de Lauda no Inferno Verde – Nürburgring. Mas para mim falta algo em Rush – temos poucas cenas de corrida! Para quem quiser conhecer a verdadeira história dos dois pilotos, recomendo o livro Corrida Para A Glória, de Tom Rubython. No livro a personalidade de Hunt e Lauda, suas histórias nas pistas e a temporada de 1976 são bem dissecadas e cheias de detalhes surpreendentes, que não aparecem no filme. Assisti ao filme na pré-estreia, fui novamente ao cinema quando entrou em exibição normal e comprei o DVD. Mesmo tendo assistido tantas vezes, nunca deixo de me emocionar com o depoimento final do Niki Lauda, com as imagens reais dos dois pilotos como plano de fundo.

E finalmente, no próximo post, será a vez de Grand Prix, o melhor filme já produzido sobre a F1.

Vera Peres

Vera Peres é publicitária e apaixonada por Fórmula 1 – desde sempre. Acorda no meio da madrugada para acompanhar corridas. É Ferrarista, fã incondicional do Schumi e mãe do peludo Kimi Räikkönen. Já visitou a Ferrari em Maranello, viu Alain Prost, David Coulthard, Damon Hill e Jacques Villeneuve treinando no autódromo do Estoril, viu o Hulkenberg marcar a única pole da carreira (até agora), em Interlagos/2015, debaixo de uma chuvarada, chorou com a morte do Gilles Villeneuve, coleciona filmes, documentários e livros sobre o esporte. O seu sonho de consumo é assistir – ao vivo – uma prova em Monza ou em Spa.

 

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